Quando o supersoldado Cable (Josh Brolin) surge em uma missão para assassinar o jovem mutante Russell (Julian Dennison), o mercenário Deadpool (Ryan Reynolds) precisa aprender o que é ser um herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele recruta seu velho amigo Colossus e forma um novo grupo mutante, a X-Force, sempre com o apoio do fiel escudeiro Dopinder (Karan Soni).

‘Deadpool 2’, continuação do sucesso de público e crítica estrelado por Ryan Reynolds, teve uma mudança importante. Aqui, a direção é de David Leitch, substituindo Tim Miller. O diretor é conhecido por ‘John Wick’ e ‘Atomica’. A condução da história criada por Paul Wernick & Rhett Reese poderia ser melhor trabalhada, principalmente nas suas cenas de ação, dado o histórico do diretor com filmes do gênero. Tudo está ok, com bom uso de slow motions e alguns planos sequência, mas nada surpreendente. É nítido que houve mais investimento nessa sequência, já que vemos um bom uso de CGI, uma bela cinematografia e uma ótima trilha sonora, que se encaixa perfeitamente às cenas. O roteiro do filme não é nenhuma maravilha mas ainda assim o diretor consegue se sair bem no desenvolvimento dos novos personagens apresentados aqui, como Cable e Dominó (Zazie Beetz).

Cable foi muito bem apresentado no filme, com um visual bem fiel aos quadrinhos do personagem nos últimos anos. Suas motivações são bem explicadas e até compreensíveis, fazendo o espectador criar empatia por ele, mesmo com sua pega mais sombria. Méritos para Josh Brolin, que gravou suas cenas quase simultaneamente com ‘Vingadores: Guerra Infinita’ e conseguiu entregar uma ótima atuação, sem lembrar o Thanos em nenhuma situação. Esperamos muito mais do personagem no futuro (sem trocadilho) sem sombra de dúvidas.

Dominó, interpretada pela talentosa e carismática Zazie Beetz, é o grande destaque do filme. O roteiro acertou em cheio em relação a como seria abordado o uso dos seus poderes e sua interação com os outros personagens é fluída e não forçada. As cenas de ação envolvendo a personagem ficaram excelentes mas senti que poderíamos ter muito mais dela em ação.

Claro, precisamos falar do protagonista não é mesmo? Não podemos esquecer de Ryan Reynolds, mais uma vez super à vontade no papel, sendo satírico, divertido, espontâneo e até entregando um bom drama, algo que não é muito comum ao ator. ‘Deadpool 2’ estabelece um drama ao Wade, que contribuiu (um pouco) para o seu amadurecimento e o tornou mais humano. Esse ponto dramático tem seus excessos em um momento ou outro, mas no geral ficou de bom tamanho. A dupla de roteiristas, em parceria com Reynolds, tentou fazer algo diferente, além de um filme de humor com cenas de ação e que na maioria das vezes não se leva a sério. Admiro quando o artista tenta fazer algo pra sair do comum e essa é uma das razões para ‘Deadpool 2’ funcionar muito bem.

Voltando à questão do roteiro. O primeiro filme também não tinha um roteiro primoroso mas foi favorecido pelo fator surpresa e sua execução. Aqui a execução funciona mas nada que cause muito impacto como seu predecessor. O fator surpresa deu lugar a uma grande expectativa e o resultado é que ‘Deadpool 2’ é inferior ao seu antecessor, mas que diverte, funciona e adiciona uma camada a mais para este personagem. Vale a pena ser visto nos cinemas numa boa.

 

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *

Postar Comentário