Quando um filme que marcou a infância de muitos retorna com um reboot, de pegada diferente da história antiga, é de se esperar que a dúvida permeie nossas cabeças: “O trailer do filme não me agradou…”, ou ainda, “Por que mexeram naquilo que já estava bom?”. Deixando a desconfiança de lado e o pensamento negativo, vamos ao cinema dar uma chance. E não é que o filme surpreende nossas expectativas e diverte!?

‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’ (2017) não é como o primeiro filme, onde o jogo de tabuleiro causava desafios intrigantes e apavorantes, anunciados em forma de charadas à medida que os dados eram jogados. O videogame substitui a peça de tabuleiro (o que é perfeitamente normal e uma agradável mudança), a temática da selva permanece e os desafios de outrora do filme anterior agora são vivenciados pelos jogadores inseridos dentro do próprio jogo (para os amantes do mangá HunterxHunter é quase certo que associarão com algumas coisas do filme). Os protagonistas são apresentados como estudantes da mesma escola, onde cada um enfrenta os típicos problemas da adolescência. No momento em que são inseridos no jogo, o primeiro passo é a aceitação da escolha dos “avatares” que cada um optou no jogo.

A escolha de um personagem no jogo (bem diferente da vida real) pode parecer clichê, mas é um dos pontos do filme que mais diverte e que contribui no desenvolvimento de cada protagonista ao longo do filme. A parceria Dwayne “The Rock” Johnson (Spencer) e Kevin Hart (Fridge) apresenta a mesma sintonia e humor do filme ‘Um Espião e Meio’ (2016). Karen Gillan (Martha) distribui chutes e golpes combinados a um estilo dançante. Jack Black (Bethany) é a garota popular da escola, encarnando o gordinho de meia idade – tanto Jack Black quanto Kevin Hart são garantia de risos do começo ao fim! O último personagem a fechar o panteão de heróis do jogo é o Alex (vivido por Nick Jonas), preso ao mundo de Jumanji há um bom tempo. Todos com a “simples” missão de trabalhar em equipe e escapar do jogo, derrotando um vilão que domina toda selva e salvando o mundo de Jumanji. Fácil né?

‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’ apresenta alguns elementos clássicos dos jogos de videogame, como números de vida do personagem, fases do jogo (com desafios que lembram os famosos “chefões”), as habilidades de cada avatar e pontos fracos, além de personagens coadjuvantes que ajudam na realização das missões. Tudo isso é uma homenagem aos jogos clássicos (lembra dos cartuchos que muitos adoravam assoprar para fazer funcionar? 😀 ). Ao longo da aventura, os protagonistas evoluem suas personalidades e habilidades para solucionar alguns problemas, por vezes com o trabalho de todos em equipe. Esta proposta do filme não serve apenas para cumprir as missões, é também a mola-mestra que faz cada um dos personagens crescerem moralmente, com mudanças significativas em suas vidas.

A história não está isenta de alguns deslizes: um vilão bem superficial e algumas piadas repetitivas talvez não agradem a todos os espectadores. Jumanji também não é um filme que marcará época e o coração de muitos como seu antecessor. No entanto, o carisma dos personagens, o bom humor e os elementos que compõem um cenário de videogame (alguns bem saudosistas) passam uma boa lição de moral e serve de ótima pedida para as férias com toda a família!!

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