Mark Hamill só precisou de um filme para CRAVAR seu nome na história e garantir um lugar cativo em cada coraçãozinho nerd deste PLANETA. Star Wars – Uma Nova Esperança, lançado de forma conturbada lá nos idos de 1977, transformou não só a vida do então garoto franzino, mas a própria cultura pop. Se liga só nos sucessos daquela década: Taxi Driver (1976); Um Estranho no Ninho (1975); Laranja Mecânica (1971). E aí surge um tal de Goerge Lucas, com seu universo cheio de aliens, droides e guerras no espaço.

Tudo bem que o conceito não era de todo revolucionário. Na década anterior, além da Odisseia no Espaço do Kubrick, o mundo já havia sido apresentado às Jornadas nas Estrelas de Gene Roddenberry (para citar apenas duas obras ~espaciais~ que influenciaram diretamente o universo criado por George Lucas). O mérito de Star Wars foi conseguir CONDENSAR tudo que havia de bom em cada uma dessas obras (inclusive as de faroeste) em um único filme. Além da alta dose de diversão, temos lá uma caralhada de subtextos, que tornam a saga em algo muito maior do que apenas sabres luminosos e viagens intergalácticas.

Luke

Hamill, então com 26 anos, era um ator quase anônimo. Seu papel de maior destaque havia sido na novela General Hospital, anos antes. Com Star Wars, ele deixou de ser apenas o loirinho de olhos azuis e virou um FUCKING Jedi. Quando a Disney comprou os direitos dos filmes e anunciou uma nova trilogia, iniciada com O Despertar da Força (2015), uma das grandes incógnitas era o ressurgimento de Luke. Bem… ele voltou. Mas, como descobrimos agora, foi por pouco.

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Em entrevista ao NY Times, Mark Hamill revelou que tava ESCABRIADAÇO em voltar a interpretar Luke Skywalker nos cinemas. O convite foi feito em 2012 por George Lucas. “Eu fiquei completamente atordoado”, disse Hamill ao NY Times. “Eu estava realmente assustado. E pensei: por que mexer com isso? A ideia de um raio cair duas vezes no mesmo local é ridiculamente remota”, completou. “Carrie [Fisher], por outro lado, não esperou um minuto. Bateu na mesa e gritou: ‘topo!” (não é ótimo imaginar essa cena?).

O receio de Hamill era nada mais do que natural. Não fazia muito tempo que os desastrosos prequels da trilogia original haviam sido lançados, mas Luke ainda era adorado pelos fãs.

A famosa virada de capuz

Hamill também temia que os novos e antigos fãs da saga não curtissem muito a versão “veterana” do trio Luke, Leia e Han Solo. “Ninguém quer ver uma versão nossa de 50, 60 ou 70 anos correndo por aí, batendo cabeça na Estrela da Morte. Isso é triste”, disse. Hamill tava com um cagaço enorme. E esperava ter o apoio de Harrison Ford. “Ele é muito velho, muito rico e muito irritadiço. Ele não vai fazer isso”, foi a conclusão que chegou à época. Mas, ao contrário do que pensava, Ford aceitou voltar a interpretar o cowboy galáctico. E foi só então que, pelas próprias palavras, Mark Hamill percebeu que teria que aceitar também. “Você pode imaginar se eu fosse o único a dizer não? Eu seria o homem mais odiado no mundo dos nerds”.

Seria mesmo.

Como vimos, o receio de Hamill foi injustificado. Ver novamente Han Solo, Leia e o próprio Luke foi um ponto alto da nova trilogia – que ajudou a cativar os antigos e os novos fãs da saga. O retorno de Luke também rendeu mais uma ótima anedota ao sempre bem-humorado Mark Hamill. Ele não cansa de repetir como passou meses na academia e fazendo dieta para reviver o poderoso Jedi, para depois descobrir que apareceria apenas nos últimos segundos do filme, sem falar nada, apenas virando para trás e tirando o capuz.

Não se preocupa, Mark. Pra quem amargava décadas de saudade de você, aqueles segundos valeram o filme inteiro.

Em dezembro veremos novamente Mark Hamill como Luke Skywalker nos cinemas, em Star Wars – Os Últimos Jedi. Agora é torcer para que ele tenha pelo menos um minuto de participação!

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