Se até então foi possível soltar um ou outro bocejo vendo a sétima temporada de Game of Thrones, o sexto (e penúltimo) episódio veio como um MAIS QUE BEM-VINDO tapa na cara. Daqueles que servem pra dizer: – “Ei, cara! Olha como eu sou incrível”. Depois de seguir a ideia de JERICO de Tyrion Lannister, o Rei do Norte montou seu Esquadrão Suicida e partiu para além da Muralha pra tentar CAPTURAR um Walker. Como já havíamos dito aqui, desde o começo estava claro que isso ia dar merda. E como deu!

ENCURRALADO no meio da neve, cercado por uns trezentos mil walkers, o Esquadrão Suicida de Jon foi salvo no ÚLTIMO SEGUNDO por Daenerys e seus dragões. E aí foi um festival de Dracarys pra todos os lados, uma das cenas mais emocionantes de toda a temporada. Aliás, o episódio inteiro trouxe cenas espetaculares. O grupo liderado por Jon Snow cercado por aquela IMENSIDÃO de Walkers, protegido apenas por uma NESGA de gelo, foi uma imagem do caralho.

Beyond the Wall, o sexto episódio, teve 1h10 de duração, um pouco a mais do que o comum, mas ainda teve um ritmo acelerado – o que deu abertura para as já conhecidas críticas. O que não se pode negar é que foi um episódio muito bom, mesmo com suas INCONGRUÊNCIAS. Que não foram poucas, aliás.

O corvo enviado por João das Neves deve ter sido pilotado por Han Solo e Chewbaca, num dos crossovers mais espetaculares da cultura pop. O bicho chegou muito rápido! E mais rápida ainda foi a ida de Daenerys ao resgate dos caras. Mas, antes de listar os problemas do episódio, vamos falar dos seus méritos.

Beyond the Wall foi um episódio tenso, divertido e emocionante. O Rei da Noite matou um dragão, porra! A cara da nossa querida Dany nessa hora foi de cortar o coração. E o bicho caindo lá do alto sangrando foi uma cena incrível. E, pra terminar de foder com tudo, o dragão ainda foi ressuscitado pelo Rei da Noite e agora é um dragãozão-zumbi! Foi ação de uma temporada inteira condensada em um único episódio.

Ponto. Continuando.

É claro que toda a ação não foi suficiente pra fazer a gente esquecer os graves problemas de roteiro desse episódio. O Rei da Noite é foda, acertou um dragão em movimento lá do alto, mas ficou só de boa observando o Rei do Norte e sua trupe porque não tinha como chegar até ele por causa do gelo fino. Por que ele não tacou uma flechada de gelo também?

Quando o Esquadrão Suicida encontra o primeiro grupo de walkers, relativamente pequeno, e Jon Snow mata o “comandante”, todos os outros Walkers morrem automaticamente. Exceto um. Um deles fica vivo. POR QUÊ? Ora, simples, porque a trupe do João das Neves só precisava de um Walker. Que saída FÁCIL.

Tirando a morte do dragão, todas as outras foram meramente decorativas e nada impactantes. Cheguei a pensar que Tormund morreria, já estava aflito, ou até mesmo Jon Snow (por mais improvável que pudesse parecer), mas em vez disso morreram os figurantes que a gente nem sabe o nome, e o pastor bebum que ressuscita a galera. Que saída COVARDE.

E de que buraco do cu do mundo saiu o tio do Jon? DO NADA o cara aparece. Ele tem um CAVALO, mas não vai junto, porque NÃO DÁ TEMPO (?). Tenha dó. Onde os Walkers arranjaram aquelas correntonas pra tirar o dragão do mar de gelo?

Outro ponto que não faz o menor sentido é o ~clima de romance~ absurdamente FORÇADO entre João das Neves e a Mãe dos Dragões. Algo que, não podem negar, tem um gostinho amargo de fanservice. Snow até tacou um “Dany”! A tretinha entre Sansa e Arya também não saiu como o esperado. Se no próximo domingo uma das duas não tentar ASSASSINAR a outra, a treta ficará num nível Malhação 2004.

Por fim, o próprio MOTE do episódio foi uma cagada só. Mas isso a gente já falou aqui no Escalada desde a semana passada. Beyond the Wall simplificou. Em vez de intrigas políticas, conchavos e conspirações, tivemos ação. Nada mais do que o esperado, visto que só temos mais UM episódio pela frente.

Não se desespere, Game of Thrones ainda é uma série muito boa. E que venha a season finale!

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