A indústria dos videogames deu um passo grande ao conseguir reconhecimento internacional com seus torneios. Hoje, Counter-Strike, League of Legends e companhia são considerados ESPORTES, assim como o futebol que você vê em casa. Os jogadores também se profissionalizaram e passaram a ser reconhecidos como ATLETAS. E, quando a gente achava que não tinha mais pra onde crescer, Tony Estanguet, o vice-presidente do comitê olímpico parisiense, afirmou que existem REAIS POSSIBILIDADES de os E-sports serem incluídos NOS JOGOS OLÍMPICOS DE 2024. 

Sim, isso mesmo: o maior evento poliesportivo do mundo cogita aceitar a entrada dos games em seu plantel. Atualmente, os Jogos Olímpicos mantêm algumas tradições que ajudam a lembrar sua origem e a não torná-lo um evento puramente midiático e comercial. Um evento desse, que atua de forma democrática ao incluir várias modalidades, mesmo aquelas de pouco apelo, começa a dar mais um passo importante rumo à modernização.

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A ideia, claro, ainda é embrionária, mas já ENCHE OS NOSSOS CORAÇÕEZINHOS GAMERS de esperança. Afinal, só o fato de o assunto ser DISCUTIDO já é um grande passo.

Que motivos levariam os e-sports a categoria de Esporte Olímpico?

Assim como os esportes tradicionais, os jogos eletrônicos, atualmente, levam grandes multidões para estádios e contagiam milhões de fãs, de forma que sua popularidade atrairia um público diferente para as Olimpíadas (algo que está entranhado em seus princípios). Além da união de povos, a entrada dessa categoria mostraria para o resto do mundo que estamos evoluindo – pelo menos em questões tecnológicas.

Um passo a mais para a profissionalização do esporte

Atualmente, jogos como League of Legends e CS:GO possuem times que representam um país em campeonatos mundiais. Nas Olimpíadas, seria necessária uma entidade máxima de cada país para fazer as convocações e assim, reunir os melhores jogadores de cada game para representar o país, assim como nos esportes tradicionais. Essa busca por uma vaga na seleção, de repente acirrariam os campeonatos nacionais e elevariam seu nível.

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A questão financeira

Uma das coisas que mais impressiona, principalmente os leigos, são as premiações escandalosas dos campeonatos ao redor do mundo. O campeonato mundial de DOTA 2 de 2017, por exemplo, chegou a marca de R$ 30 milhões para a equipe campeão, a Team Liquid. A duvida que fica é: como as “Federações Nacionais de e-sports” fariam o pagamento dos atletas?. Talvez através do governo e patrocinadores. A entrada dessa modalidade certamente atrairá olhares de empresas que ainda não se aventuraram nesse novo e moderno mundo.

O grande apelo midiático

Vale a pena incluir um esporte que já começa a peitar grandes modalidades como NBA e NFL, pelo menos em termos de audiência. Enquanto a NBA, o principal campeonato de basquete do mundo, em um intervalo de 3 anos perdeu 2 milhões de espectadores, o Mundial de League of Legends, que possuía 1,7 milhões de espectadores, agora conta com quase 30 milhões. É algo realmente impressionante, principalmente pelo espaço de tempo.

A ideia de inclusão deve ser levada as mesas do COI e ser francamente debatida. A entrada dos e-sports não seria em nada prejudicial para a competição, muito pelo contrário, traria um novo público jovem. Os asiáticos começam a sair na frente, pois os próximos Jogos Asiáticos, similar ao Pan-Americano, contará com a modalidade de esportes eletrônicos.

Os Jogos Olímpicos vão evoluir, assim como fez tantas  outras vezes incluindo esportes que surgiram através de sua existência com o propósito de disputas, mas principalmente, de união.

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