Não dá mais pra negar: e-sports já são uma FEBRE MUNDIAL. A grande competitividade e a variedade de temáticas acabam por atrair tanto a molecada como os marmanjos. Nesse novo mundo esportivo (sim, ESPORTIVO!), o Counter-Strike, que era obrigatório em todas as Lan Houses do Brasil, é MUITO BEM representando.

Com o crescimento do cenário competitivo, o investimento nas equipes cresceu. O nosso querido CS saiu dos limites das Lan Houses e passou a lotar estádios mundo afora e a arrastar multidões. O grande fenômeno do momento é, sem sombra de dúvidas, a SK Gaming. A equipe alemã, formada por brasileiros, conquistou uma legião de fãs não só no Brasil, mas no mundo todo. O grande desempenho de atletas como Gabriel ‘Fallen’, Marcelo ‘Coldzera’, Fernando ‘Fer’, Epitácio ‘TACO’ e João ‘Felps’ levou o nome do Brasil para as cabeças.

No último campeonato disputado, o Major Cracóvia, a SK Gaming chegava como favorita por razões óbvias. Times como Virtus.Pro, Gambit, Astralis, Fnatic e BIG chegavam com força e dispostas a parar a ascensão brasileira. A Immortals, time também formado por brasileiros, participaria do campeonato. Acho que ninguém poderia imaginar o protagonismo desse último time.

Na fase de grupos, as equipes fizeram campanhas distintas: enquanto a SK Gaming construiu sua classificação de forma mais tranquila, com 4 vitórias e uma derrota, a Immortals foi mais ameaçada e teve um desempenho razoável, com 3 vitórias e 2 derrotas, uma delas para a própria SK. No entanto, meu amigo, no mata-mata a coisa MUDA DE FIGURA!

A favorita SK enfrentou a equipe da Astralis e foi derrotada por 2×0, com direito a Fallen sendo anulado pelo Device (que depois desse jogo não jogou mais merda nenhuma). Foi incrível como, em 22 duelos, o brasileiro foi derrotado em 17. Totalmente anulado. Assim, a SK foi desclassificada. Do outro lado da tabela, a Immortals estava a dois passos do paraíso e começou sua caminhada contra a BIG, equipe que havia batido a SK na fase de grupos. Mesmo assim, a Immortals não tomou conhecimento e conseguiu uma vitória por 2×1. Nas semis, os brasileiros enfrentaram os poloneses da Virtus.Pro, tradicional equipe do cenário competitivo. Mais uma vez a Immortals foi GIGANTE e emplacou um 2×0 e caminhou rumo a final contra a Gambit.

Em uma arena lotada, com torcida toda contra, a Immortals mostrou que não era apenas um “time cinderela” e que chegava à final com grande mérito. Logo no primeiro mapa, um sonoro 16×4 mostrou a grandeza do time. No entanto, nos mapas seguintes a equipe do Cazaquistão aproveitou a inexperiência e os vacilos brasileiros para virar o jogo e levar o caneco.

Apesar da derrota, a campanha da Immortals mostrou o tamanho do “CS brasileiro”, e que o mesmo não se resume apenas na SK Gaming. Além disso, mostra para as equipes brasileiras que a chave para o crescimento dos times está fora do país. Infelizmente, o nível nacional não proporcionaria essa alta competitividade das equipes. A Immortals representou DEMAIS em sua PRIMEIRA participação no Major.

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