Os Vingadores surgiram em 1963, criados pela dupla Stan Lee e Jack Kirby. Em seus 54 anos de vida, a equipe teve diversas formações e graças a essa variedade de personagens integrando o time de heróis tivemos a oportunidade de ler grandes aventuras. Um bom exemplo disso é o objeto dessa crítica, a minissérie Vingadores Eternamente.

Lançada originalmente em 12 edições e compilada em dois encadernados pela Salvat, Vingadores Eternamente narra a jornada de uma equipe de Vingadores do passado, presente e futuro para salvar as linhas temporais existentes das mãos de Kang, o Conquistador e de Immortus (versão futura de Kang), que travam uma disputa feroz pelo controle do tempo. O roteiro é de Kurt Busiek (Marvels) e a arte é de Carlos Pacheco (Quarteto Fantástico).

A aventura é uma grande homenagem aos Vingadores e toda sua mitologia. A formação com personagens de diferentes períodos é um diferencial positivo da obra, pois temos a oportunidade de ver os heróis tentando superar suas diferenças e conflitos internos em busca de um bem maior. Temos um Capitão América desacreditado devido ao escândalo Watergate, um Capitão Marvel inexperiente e um Jaqueta Amarela emocionalmente instável. Gavião Arqueiro, Vespa, Gigante e Soprano completam o time. Rick Jones, o responsável por reunir os Vingadores pela primeira vez, é parte central da trama e isso é notado à medida em que a leitura vai se desenrolando.

Sobre Kang e Immortus, não é errado afirmar que os dois também são “homenageados” na trama, já que temos a chance de presenciar a trajetória dos dois vilões ao longo da existência e conhecer as suas motivações para essa obsessão pelo controle das linhas temporais. Apesar de se tratar da mesma pessoa, é fascinante a disputa travada entre os dois.

Busiek nos apresenta um roteiro que vai melhorando progressivamente, deixando o leitor curioso ao final de cada capítulo. A trama ganha em emoção e reviravoltas acontecem em instantes, principalmente na segunda metade da obra. Mesmo trabalhando com vários períodos temporais, o roteirista não se perde em momento algum e o resultado é uma leitura coesa e que, em sua maior parte, não é cansativa.

A arte de Carlos Pacheco é boa e o visual que o artista dá a alguns personagens é bem interessante. A única ressalva aqui são algumas páginas duplas, onde a arte tem uma queda em sua qualidade mas de maneira geral o trabalho de Pacheco está na média.

Vingadores Eternamente é leitura obrigatória para os fãs da equipe e para os admiradores do trabalho de Kurt Busiek. Uma homenagem justa ao grupo de heróis que hoje tem o destaque que merece. Vale a pena!

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *

Postar Comentário