Dos grandes clássicos da literatura, Ernest Hemingway é excitante de várias maneiras. Foi ferido em uma guerra, participou de safáris e touradas e se tornou amigo de grandes nomes da literatura e das artes plásticas. Não satisfeito com tudo isso, foi recrutado pela KGB (antigo serviço secreto da Rússia) e claro, passou a ser vigiado pelo Federal Bureau of Investigation (FBI).

Sim, Hemingway é uma paixão para mim e sem dúvida ele tinha muito a dizer. Melhor que isso, ele sabia como dizer as coisas. O escritor desenvolveu um estilo literário com frases diretas, às vezes curtas e em alguns momentos com alguma poesia. Independentemente do estilo, ele tinha imaginação.

As obras dele não são totalmente tiradas da própria cabeça, têm muito do que ele viu e viveu nas ruas de Paris, de Cuba, da Espalha, dos Estados Unidos e na guerra. Depois de ler alguns dos livros de Hemingway, fica até difícil falar dele sem paixão (veja o vídeo no fim do post). O texto dele me causou algum tipo de arrebatamento e chegava a ser triste ter de parar de ler para fazer qualquer outra coisa.

Personagens e diálogos de Hemingway

Também me impressiona em Hemingway a capacidade de criar personagens fortes e interessantes, que conseguem manter diálogos verossímeis e extremamente duros. Em Por quem os sinos dobram (meu preferido), alguns trechos são de tirar o fôlego.

Até a escolha da citação que abre Por quem os sinos dobram é arrebatadora. Ele cita John Mayra Donne, um poeta jacobita inglês, pregador e um dos maiores representantes dos poetas metafísicos.

Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti

Recentemente, o The Ruffington Post selecionou algumas curiosidades sobre o autor. Vou resumi-las para você:

  1. Hemingway morou, ficou bêbado e dormiu com um urso
  2. F. Scott Fitzgerald pediu que Hemingway olhasse seu pênis para dizer se ele era adequado
  3. Hemingway disse que não conseguia pensar numa maneira melhor de gastar dinheiro do que com champanhe (concordo muito com esse tópico)
  4. A KGB recrutou Hemingway como espião, e ele aceitou
  5. Nos últimos anos de sua vida, ele era vigiado pelo FBI
  6. James Joyce arrumava brigas em bares, e Hemingway batia na pessoa
  7. Sua produção diária era registrada num pedaço de papelão pendurado numa parede
  8. O final de Adeus às Armas foi reescrito 39 vezes
  9. Desafiou o escritor canadense Morley Callaghan, em 1929, para uma luta de boxe e perdeu

Confira trecho de Meia Noite em Paris, filme que homenageia Hemingway e outros artistas

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